Só agora reparei na adenda de Paulo Pinto Mascarenhas. Parece-me claro que, seja quem for o líder na altura, o PSD apoiará a recandidatura de Aníbal Cavaco Silva. A esta distância, apesar da actual quebra de popularidade, não vejo nenhuma razão para que exista uma alternativa melhor. Mas em teoria não posso ignorar essa hipótese, como me parece óbvio. Apenas isso.
Pedro Passos Coelho estará seguramente na primeira linha dos apoiantes da recandidatura de Cavaco Silva. Isto parece-me cristalino. Tal como José Sócrates apoiou Mário Soares. Por mil e uma razões. Em primeiro lugar, Passos Coelho não tem uma alternativa a Cavaco Silva. Em segundo, se o candidato for Cavaco Silva, uma vitória é de todos e uma derrota será do próprio. Em terceiro lugar, o resultado não é indiferente para Passos Coelho, que preferirá seguramente Cavaco Silva na Presidência da República em vez de um candidato eleito com o apoio do PS (e porventura com o apoio do BE e do PCP). Em suma, não há nenhuma razão para que Passos Coelho seja hostil ou menos empenhado no apoio e promoção de uma candidatura de Cavaco Silva.
P.S. -- Não percebo por que motivo poderia ficar ofendido por ser descrito como um independente que apoia Passos Coelho. Não sou militante do PSD e é público que apoio a sua candidatura à liderança do PSD. Aliás, tal como não vejo por que motivo Paulo Pinto Mascarenhas poderia ficar ofendido se eu o descrevesse como ex-adjunto de Paulo Portas. Qualquer uma das duas descrições corresponde aos factos.
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