Sábado, 31 de Janeiro de 2009
por João Carvalho | 31.01.09

Freeport, Portucale, Isaltino, Valentim, antiga Câmara de Lisboa, antiga Câmara do Porto, submarinos, helicópteros, Siresp, Felgueiras, BCP, BPN, Parque Mayer, casino, 'Operação Furacão', sei lá que mais. Corro o risco de ser injusto: posso ter metido uns a mais e peço que me desculpem, mas devo ter-me esquecido de mais uns quantos, porque não há memória que aguente.

Será importante lembrar estas coisas? Não sei. Fica ao vosso critério. Só me lembrei por estarmos à vista de eleições legislativas e autárquicas. Com os mesmos partidos e, aqui e ali, até com os mesmos candidatos? Com os mesmos suspeitos e, aqui e ali, até com os mesmos arguidos? Temos de esperar com calma e tranquilidade, não é?

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3 comentários:
De arguto a 1 de Fevereiro de 2009 às 03:11
A justiça portuguesa promete tudo menos calma e tranquilidade.

De Anti a 1 de Fevereiro de 2009 às 11:40
Caro João Carvalho, antes sequer de tentar perceber essas negociatas e acrescentar o triplo ou o quádruplo de outras mais, seria mais vantajoso e em minha opinião começar por investigar a PGR e todo o edifício judiciário. Houvesse uma justiça credível, e não andaríamos para aqui com comunicados da treta, e teorias da cabala numa espécie de teatro de fantoches!

De João Carvalho a 1 de Fevereiro de 2009 às 14:29
Eu não seria tão radical, meu caro. Tenho a impressão de que o actual porcurador-geral da República, que não leva muito tempo de funções, está a mudar alguma coisa para melhor: fala q.b., já disse que a investigação não pode andar a arrastar-se, já colocou procuradores aparentemente em lugares-chave com vista à eficiência, já fez o Ministério Público começar a dar algumas explicações nos limites do que pode declarar, já disse que não gosta de megaprocessos e que tenciona desdobrá-los para serem eficazes.
Tudo isso parece positivo para encontrar a saída desta situação insuportável. O problema talvez seja o tempo que isso ainda vai levar a surtir efeito, de tal forma é a teia. E aí, sim: o calendário eleitoral não espera e a maioria dos eleitores pode ter dificuldades em encontrar quem não seja suspeito. Ou pode ter dúvidas razoáveis, pelo menos.

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