Segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
por Pedro Correia | 26.10.09
É confrangedor ouvir 'analistas' políticos nas televisões debitarem banalidades do género "O Presidente e o primeiro-ministro estão preocupados com o desemprego", "cada pasta é uma pasta", "a uns vai correr bem, a outros não" e "vamos ver no que vai dar". Acabei de ouvir estas inanidades enquanto assistia à tomada de posse do segundo Governo Sócrates. Consegui manter o televisor ligado apesar de tais 'analistas' que tudo fazem para convidar o espectador a sintonizar canais onde o comentário político está rigorosamente interdito por elementares motivos de sanidade mental.
Coitados dos comentadores políticos, que queria o Pedro que eles dissessem?
Eles estão ali para encher o tempo de emissão (à espera dos próximos minutos de publicidade, que é o que interessa, que é o que dá dinheiro) e, de facto, os motivos são escassos. Então dizem inanidades, que assim ao menos ninguém os poderá penalizar pelo que disserem.
O Pedro deveria ter mesmo desligado o televisor.
Ó Lavoura, V. é como deus nó senhor: tá em todo o lado.
Qualquer dia tem o Saramago à perna...
De milodon a 26 de Outubro de 2009 às 15:06
Tal e qual.
Sabem tudo nem sei como este mundo não anda todo nos conformes com tais sumidades.
Não há coisa pior que a arrogância ligada com a ignorância.
Dá-me vontade de analisar os "analistas": é a vida...
De
CPrice a 26 de Outubro de 2009 às 15:37
.. é a triste sina de quem tem de falar ainda que pouco haja a dizer.
De Virgínia a 26 de Outubro de 2009 às 15:53
"Prognósticos, só no fim do jogo!" assim disse o futebolista e todos riram.
"Prognósticos para o governo, só no fim da Legislatura".
De
MP a 26 de Outubro de 2009 às 16:03
Subscrevo
De
rms a 26 de Outubro de 2009 às 17:11
E as gravatas que eram todas iguais? E caneta de mercearia do nosso PM? Foi lindo, na SicN!
De james a 26 de Outubro de 2009 às 19:21
Completamente patarecos .
Tenho a televisão desligada.
1945- Fernando Pessoa; Mensagem 3 ª parte
NEVOEIRO
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer –
Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogo-fatuo encerra.
Ninguem sabe que coisa quere.
Ninguem conhece que alma tem,
Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ancia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.
Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!
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