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Patrocínios

por Sérgio de Almeida Correia, em 26.03.17

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Vasco Pulido Valente (VPV) escreveu, e eu não tenho razões para duvidar, pois que ainda nem sequer tive acesso à obra, que o 2.º volume do livro contendo a biografia de Jorge Sampaio, um ex-Presidente da República, tem entre os seus patrocinadores empresas privadas e fundações cujo nascimento, pelo menos num caso, e cujas acções, em ambos e também em relação a PT e à Mota-Engil, têm gerado controvérsia e crítica em vários sectores da sociedade portuguesa.

No entanto, creio que VPV falha clamorosamente num ponto. Vendo o nome do autor do livro que surge na lombada, verifica-se que não foi Jorge Sampaio quem o escreveu, mas sim José Pedro Castanheira. Tratar-se-á, é certo, de uma biografia autorizada pelo próprio, só que isso não faz de Sampaio o autor do livro. E o autor certamente que não estava inibido de procurar obter os patrocínios que entendesse necessários à publicação, nada havendo que o impedisse de assim proceder. A não ser, talvez, ter avisado o biografado sobre os patrocínios que angariou, coisa que não sei se fez. Nem se o biografado, tendo sido informado, os aprovou. 

De qualquer modo, ao dizer que Sampaio é o autor do livro, VPV enganou os seus leitores. E isso é feio.

Em todo o caso, confesso que não esperava ver Jorge Sampaio, pessoa por quem tenho apreço e admiração pela sua acção como cidadão e político, metido nessa embrulhada do livro e dos patrocínios. Depois de o ter mantido e de ter sido enganado pelo último governador de Macau, já era tempo para Jorge Sampaio deixar de ser ingénuo.

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Vamos lá saber

por Rui Rocha, em 26.03.17

Esta coisa de o dia ter menos uma hora é só para funcionários públicos ou aplica-se à população em geral?

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As canções da minha vida (10)

por Pedro Correia, em 26.03.17

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FLY ME TO THE MOON

1954

 

Deve ter acontecido com milhões de rapazes como eu: passei a infância a idolatrar os astronautas que se aventuravam a esbater a distância entre a Terra e a Lua. Armstrong, Aldrin e Collins – o trio da Apolo 11 que fez a primeira viagem ao nosso satélite natural e ali alunou na épica madrugada de 21 de Julho de 1969 (hora portuguesa) – eram os meus heróis de carne e osso, suplantando os pilotos da fórmula 1, como Jackie Stewart e François Cévert, e deixando a larga distância as figuras da banda desenhada que me acompanhavam por todo o lado: Astérix, Lucky Luke, Blake & Mortimer, Ric Hochet…

O hino da odisseia interplanetária tornou-se naturalmente Fly Me to The Moon, primeira canção ouvida na Lua graças a um leitor de cassetes portátil que Edwin Aldrin levava consigo. Com a versão definitiva deste tema musical, gravado em Junho de 1964 por Frank Sinatra e inserido na faixa inicial do seu disco It Might As Well Be Swing. Ao som da orquestra de Count Basie com os arranjos de Quincy Jones que lhe conferiram um ritmo trepidante e uma vibração inultrapassável.

 

Fly Me to the Moon nascera 15 anos antes da histórica missão à Lua, como balada de cabaré composta em ritmo de valsa – muito diferente da roupagem musical que viria a tornar-se familiar aos nossos ouvidos. Nasceu até com outro nome: chamava-se In Other Words quando Felicia Sanders a cantou em estreia no Blue Angel, mítico night club em Manhattan.

O autor – letra e música – foi Bart Howard (1915-2004), um pianista profissional que antes de ser mobilizado para a guerra alcançara alguma fama em meios restritos ao compor If You Leave Paris (1938) para Mabel Mercer. Mas o verdadeiro sucesso só chegaria quando In Other Words, concebida em 1954, passou a chamar-se Fly Me To the Moon, no final dessa década.

 

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E no entanto o tema parecia fadado a passar despercebido. De tal modo que figurou apenas no lado B do disco de 45 rotações da gravação original, na voz de Kaye Ballard, com dois minutos e 14 segundos. A sorte só começou a virar em 1959, com a bela interpretação jazzística de Nancy Wilson e sobretudo em Outubro de 1960, quando Peggy Lee a cantou ao vivo no popularíssimo programa televisivo de Ed Sullivan, na CBS.

Até hoje, já conheceu mais de 500 versões. Nas vozes de Tony Bennett, Judy Garland, Brenda Lee, Doris Day, Ella Fitzgerald, Bobby Womack, Della Reese, Sarah Vaughan, Johnny Mathis, Anita O' Day, Nat King Cole, Eydie Gormé, Astrud GilbertoMichael Bolton e Diana Krall. Algumas entre tantas.

 

Bart Howard, que começou a escrever canções com a ambição - jamais concretizada - de se tornar um novo Cole Porter, pareceu sempre surpreendido com a enorme popularidade de In Other Words, que só em 1963 passou a intitular-se oficialmente Fly Me To the Moon. “Demorei vinte anos a aprender a escrever uma canção em apenas vinte minutos”, confessaria mais tarde, quando vivia quase em exclusivo dos direitos deste tema, que na voz de Sinatra para sempre ficou associado à conquista do espaço. Não apenas como metáfora mas em sentido literal.

É assim que o escuto ainda hoje, ao trauteá-lo uma vez e outra nos dias em que acordo mais insuflado de optimismo e energia: como um símbolo de quem é capaz de transpor todas as fronteiras e ultrapassar todas as barreiras.

O céu é o limite e há sempre novos mundos por desbravar.

 

«Fly me to the moon / Let me play among the stars / Let me see what spring is like / On a-Jupiter and Mars / In other words, hold my hand / In other words, baby, kiss me.»

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 26.03.17

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Vida e Alma, de Helena Sacadura Cabral

Reflexões

(reedição Clube do Autor, 2017)

"Por vontade expressa do autor, a presente edição não segue a grafia do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa"

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RH Music Box (420)

por Rui Herbon, em 26.03.17

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Autor: Nick Drake

 

Álbum: Five Leaves Left (1969)

 

Em escuta: Three Hours

 

 

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Pensamento da semana

por Diogo Noivo, em 25.03.17

 

Enquanto o pau vai e vem, ficamos no lixo e a dívida aumenta.

 

Este pensamento acompanhou o DELITO durante toda a semana

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Se calhar até era boa ideia

por João André, em 25.03.17

Em relação às declarações de Jeroen Dijsselbloem (ler "Iérun Dêissélblum"), há que notar que a frase terá sido algo do género (cito de memória) de «Se eu gastar o meu dinheiro em mulheres e álcool, não vou pedir que mevenham ajudar».

 

Ao invés de o atacarem pelo que disse ou terá querido implicar, alguém devia ter feito o óbvio: olhar para a cara dele e ter dito: «Jeroen, filho, se calhar não te tinha feito mal...».

 

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Sessenta anos de paz e progresso

por Pedro Correia, em 25.03.17

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 Assinatura dos tratados de Roma, em 25 de Março de 1957

 

A Europa, como construção política, tem hoje má imprensa: é moda bater-lhe e são raros os seus defensores no espaço mediático. Mas, se pensarmos bem, nunca foi diferente: em 25 de Março de 1957, os tratados de Roma receberam mil manifestações de cepticismo e vinte mil profecias apocalípticas. À esquerda e à direita nunca faltaram detractores bem sonoros do projecto sonhado por Jean Monnet, Konrad Adenauer, Paul-Henri Spaak, Robert Schuman e Alcide de Gasperi. Acusaram-nos de tudo - de imperialistas a vende-pátrias.

E no entanto, por mais que a vozearia impeça a reflexão, o balanço só pode ser positivo. A Comunidade Económica Europeia nasceu ancorada no eixo franco-alemão para impedir o ressurgimento de novas guerras no Velho Continente. Em sete décadas, entre 1871 e 1945, três conflitos bélicos nasceram precisamente da histórica rivalidade entre alemães e franceses. A unidade europeia, sem trombetas utópicas nem hinos soberanistas, batalhou pela paz, precisamente contra a "inexorável marcha da história" que alguns anteviam pejada de novas guerras.

 

Faz hoje 60 anos, estadistas oriundos de seis nações - Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo - estabeleceram um pacto supranacional que ditou o maior período de paz, progresso e prosperidade num continente ferido por mais de um milénio de ferozes carnificinas, mortíferas epidemias e devastadoras fomes. Devemos isso àqueles prudentes homens vestidos de cinzento que não hesitaram em abdicar de parcelas da sacrossanta soberania nacional para selarem um destino visionário no espaço do planeta que os viu nascer.

Hoje a Europa é um gigante económico, financeiro, comercial e diplomático - invejado como nenhum outro. Está na vanguarda do desenvolvimento tecnológico e dos direitos civis. E não se limita a salvaguardar as expectativas de vida dos seus cidadãos: constitui uma referência permanente para os habitantes de outros continentes, que a procuram em fluxos crescentes e a reivindicam como fonte inspiradora. Fugindo das guerras, das epidemias e da fome que os nossos antepassados aqui conheceram nos séculos e nas décadas anteriores à celebração dos tratados de Roma.

 

Se os pais fundadores da CEE - hoje União Europeia - cá regressassem, ficariam certamente orgulhosos ao verem as ramificações concretas do seu projecto. A moeda única, a livre circulação de pessoas e bens, a justiça comunitária, programas de livre intercâmbio de estudantes, o reconhecimento dos direitos das minorias, o crescimento imparável do rendimento médio e o aumento da esperança de vida, entre muitas outras conquistas.

E no entanto, 60 anos depois, a construção europeia continua a ter má imprensa. Prosseguem as proclamações apocalípticas sobre o seu destino. Os seus detractores mediáticos à esquerda e à direita enrouquecem de tanto gritar contra a "oligarquia que esmaga a vontade dos povos" ou os "assassinos de nações soberanas" que vivem entrincheirados em Paris, Bruxelas ou Berlim.

Nada que não se visse ou ouvisse em 1957. Há coisas que nunca mudam.

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Uma escolha decente

por Sérgio de Almeida Correia, em 25.03.17

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Os acontecimentos dos últimos dias impediram-me de dizer alguma coisa mais cedo, mas faço-o agora porque no meio de tanta tristeza e desconhecendo por onde passará o futuro, é bom saber que ainda existem referenciais de segurança e confiança. O Rodrigo Brum é um deles. A sua escolha para representar Portugal no Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum Macau) é uma escolha mais do que merecida.

Com um percurso académico e profissional feito de trabalho, sem filiação partidária, empenhado e competente nos assuntos em que se envolve, leal a Portugal e aos seus valores, e não a homens ou organizações, com experiência de gestão, de análise de projectos e de gestão criteriosa de fundos, conhecedor da China, de Macau e dos Palop, sério e avesso a trafulhices, o Rodrigo foi uma escolha que honra os homens de bem, que só honra quem o escolheu.

De nada valeram as influências dos partidos, nem os emissários que foram apressadamente a Lisboa para mexerem cordelinhos junto do Governo português. Desta vez não entrou um dos paus-mandados, um dos homens de mão. A escolha do Rodrigo Brum foi uma escolha decente. A decência da escolha sobrepôs-se à habitual indecência das influências.

Bom trabalho para ele, porque os seus êxitos serão os de todos, a começar pelo Fórum.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 25.03.17

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Mulheres Viajantes, de Sónia Serrano

Viagens

(reedição Tinta da China, 2017)

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RH Music Box (419)

por Rui Herbon, em 25.03.17

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Autor: Terry Callier

 

Álbum: Occasional Rain (1972)

 

Em escuta: Golden Circle

 

 

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Reflexão do dia

por Pedro Correia, em 24.03.17

«O Acordo Ortográfico de 1990, em que abundam aberrações de todo o tipo, é mais um dos "monstros" gerados pela governação de Cavaco Silva (o mais famoso dos quais é o da dívida pública). E aqui vão, tão-só, dois exemplos.

O primeiro é o da eliminação arbitrária do uso do hífen. Que me pôs a suspeitar da razão pela qual a expressão "cor-de-rosa" tem hífen e a expressão "cor de laranja" não tem! Terá sido uma profecia política que só agora se consumou, com o traço de união entre o partido cor-de-rosa (PS) e a maioria parlamentar de esquerda que aguenta o governo?! E o partido cor de laranja (PPD-PSD) terá ficado sem hífen porque ameaça desmoronar-se?!

O segundo é o da supressão arbitrária do acento agudo, a provocar situações hilariantes. Veja-se o caso da expressão popular "Alto e pára o baile" (isto é, "stop"). Escrita com acento agudo antes do AO90, passou a escrever-se sem acento agudo - "Alto e para o baile" (isto é, "go") - na grafia do AO90.»

Alfredo Barroso, no i

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A Construção do Vazio

por Patrícia Reis, em 24.03.17

Enquanto tu dormes, eu posso ouvir-te com mais precisão. Tem que ver com a tua respiração. O peito, que se enche devagar. Há um sorriso no canto da boca enquanto os sonhos passam na cortina dos teus olhos. Não sei nada de ti, nestes momentos. O que oiço do teu corpo é apenas uma música em surdina, como o restolhar dos pássaros ao fim do dia, escondidos na confusão das folhas. Tu suspiras, o braço pendente na cama branca. Sinto-me próxima da oração, meu Deus, o teu corpo perdido e eu sem salvação.

 

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Música recente (81)

por José António Abreu, em 24.03.17

Depeche Mode, álbum Spirit.

A criação foge muitas vezes ao controlo dos criadores. No mês passado, Richard Spencer, norte-americano conotado com posições neo-nazis, classificou os Depeche Mode como «a banda oficial da alt-right», afirmando que a música dos ingleses contém uma «ambiguidade» que sugere a existência de «elementos «fascistas». Por pouco recomendável que o homem possa ser (foi a primeira vez que ouvi falar nele), as suas palavras merecem análise: da mesma forma que a música de Wagner, grandiloquente e ao serviço de visões de uma sociedade idílica e pura, se adequou como uma luva à mentalidade de Hitler, não é de excluir que o carácter sincopado, militarizado, da música dos Depeche Mode tenha o mesmo efeito em Spencer e noutros indivíduos com ideias similares. (E, já agora, a imagem dos elementos da banda, construída nos anos 80 com a ajuda do fotógrafo Anton Corbijn, também pode ter alguma coisa a ver com o assunto.) Há, no entanto, uma diferença importante: se sabemos que Wagner, falecido antes do nascimento de Hitler, ansiava por uma sociedade mais «pura» e tinha reservas quanto ao papel dos judeus na sociedade alemã, dificilmente os Depeche Mode poderiam ter sido mais claros na resposta às afirmações de Spencer: «He's a cunt», declarou o vocalista Dave Gahan. A situação torna-se particularmente irónica quando se ouve Spirit, o álbum lançado na passada sexta-feira. Nunca os Depeche Mode foram tão abertamente políticos e raramente mostraram tanta insatisfação. Pode até dizer-se que entram no campo apenas aparentemente oposto ao de Spencer: o do populismo de esquerda. A música é óptima (Spirit será o melhor álbum deles em muitos anos), mas não me parece descabido perguntar se, na ânsia do protesto, conterá mesmo alguns elementos totalitários. Afinal, os extremos tocam-se.

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Postais de Lisboa (1)

por Pedro Correia, em 24.03.17

«Seguindo em direcção ao Cais do Sodré à procura de uma cadeira e um café, a única coisa que me acompanha, depois de passar a Portugália, é o rio, um barco ou outro e um cheiro intenso a - peço desculpa pela linguagem - mijo.

Eu sei que não faz parte das funções da CML ou da Junta de Freguesia da Misericódia dar lições de civilidade ao bando de energúmenos que se alivia na rua, mas não me parece que, numa altura em que toda a gente enche a boca com o turismo e jura a pés juntos que não temos turistas em excesso, se possa aceitar que uma parcela da margem do Tejo seja um urinol a céu aberto.»

Edgardo Pacheco, no Correio da Manhã (24 de Março)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 24.03.17

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Prisioneiros Portugueses da Primeira Guerra Mundial, de Maria José Oliveira

História

(edição Saída de Emergência, 2017)

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Belles toujours

por Pedro Correia, em 24.03.17

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Laura Marling

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Ligação directa

por Pedro Correia, em 24.03.17

Às Crónicas de uma Menina da Mamã.

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RH Music Box (418)

por Rui Herbon, em 24.03.17

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Autor: Ikebe Shakedown

 

Álbum: Stone By Stone (2014)

 

Em escuta: By Hook Or By Crook

 

 

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Diário semifictício de insignificâncias (23)

por José António Abreu, em 23.03.17

Assisto na televisão às reportagens sobre mais um atentado. Há corpos no chão, um herói improvável e inglório, a estupefacção do costume, não obstante a falta de novidade. Por entre cuidados de linguagem (a jornalista da CNN esforça-se por tentar saber se o que permite às autoridades falarem em terrorismo é a origem ou a religião do atacante sem usar termos como «árabe» ou «muçulmano»), reporta-se que o número de mortos e feridos é provisório. A informação permite manter aquela expectativa doentia em que se deseja simultaneamente o menor e o maior número possível. Pergunto-me o que diferenciará tragédias grandes de tragédias pequenas. O número de mortos? As circunstâncias? O nível de incongruência ou de crueldade? Mas talvez essa seja a forma errada de classificar as tragédias. Talvez seja mais exacto - e mais fácil - dividi-las em tragédias públicas e tragédias íntimas. As primeiras estão cheias das segundas, mas raramente lhes fazem jus: o espectáculo e a cacofonia (ainda que baseada nas melhores intenções) nunca o permitem.

Mudo para o Eurosport.

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Frases de 2017 (10)

por Pedro Correia, em 23.03.17

«Nunca recebi dinheiro de ninguém.»

José Sócrates, 13 de Março

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Ruy Belo

por Patrícia Reis, em 23.03.17

 Algumas proposições com pássaros e árvores

 

 

Os pássaros nascem na ponta das árvores
As árvores que eu vejo em vez de fruto dão pássaros
Os pássaros são o fruto mais vivo das árvores
Os pássaros começam onde as árvores acabam
Os pássaros fazem cantar as árvores
Ao chegar aos pássaros as árvores engrossam movimentam-se
deixam o reino vegetal para passar a pertencer ao reino animal
Como pássaros poisam as folhas na terra
quando o outono desce veladamente sobre os campos
Gostaria de dizer que os pássaros emanam das árvores
mas deixo essa forma de dizer ao romancista
é complicada e não se dá bem na poesia
não foi ainda isolada da filosofia
Eu amo as árvores principalmente as que dão pássaros
Quem é que lá os pendura nos ramos?
De quem é a mão a inúmera mão?
Eu passo e muda-se-me o coração

 

 

 

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Jaime Gama lê o DELITO

por Diogo Noivo, em 23.03.17

Em entrevista à Antena 1, Jaime Gama afirmou que “há uma ilusão geral muito grande em relação à economia portuguesa”. Acrescentou que “a opinião pública está anestesiada porque lhe é escamoteada a compreensão do problema (da dívida) e lhe é permanentemente afirmada a oferta ilusória que é impraticável”. E, como é evidente, a "realidade far-se-á sentir na altura própria”.

Como escreve o Expresso, Jaime Gama, embora sem mencionar o actual Executivo, diz que “todos (os atuais protagonistas da solução governativa) preferem esconder-se numa cortina de sombras para não tratar ou secundarizar as questões essenciais”. Está visto que o antigo presidente da Assembleia da República leu o nosso pensamento da semana.

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Em relação ao passado, ele até pode ter razão. Mas, por favor, alguém lhe diga que o Elefante Branco fechou e o Pérola Negra já não é o que era.

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As canções da minha vida (9)

por Pedro Correia, em 23.03.17

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JOÃO E MARIA

1977

 

Houve um tempo em que o País parava para ver telenovelas brasileiras. Tudo começou com a Gabriela, acalmados já os ardores revolucionários. A moda pegou e durante anos não falhámos as que iam sendo exibidas em doses sucessivas ainda a preto e branco na RTP, monopolista da transmissão televisiva em Portugal: O Casarão, O Astro, Dancin' Days, Pai Herói

Recordo-me como se fosse hoje do genérico de Dancin' Days, telenovela urbana e contemporânea, muito diferente do imaginário de Jorge Amado: a canção-tema das Frenéticas irrompia no ecrã aproveitando a febre do disco sound então muito em voga, fazendo furor nas pistas de dança.

Durante meses a fio, o folhetim televisivo teve quase tanto sucesso entre nós como tivera pouco antes no Brasil, onde foi exibido entre Julho de 1978 e Janeiro de 1979. Em grande parte devido à qualidade do elenco, onde se destacavam Sónia Braga, António Fagundes, Joana Fomm, José Lewgoy, Reginaldo Faria, Pepita Rodríguez e Mário Lago. E também das canções nele inseridas, incluindo Antes que Aconteça, de Marília Barbosa, Outra Vez, de Márcio Lott, Amanhã, de Guilherme Arantes, e Copacabana, de Dick Farney.

Mas o tema que mais me prendeu foi uma valsinha que iluminava as cenas do par romântico juvenil. Ela, a Glória Pires, no seu primeiro papel de relevo na televisão. Ele, o malogrado Lauro Corona, em estreia absoluta na Globo. Nós tínhamos a idade deles: revíamo-nos naquelas personagens e naquelas situações. Ao som de João e Maria, fabuloso dueto entre Nara Leão e Chico Buarque.

 

Durante três décadas, este tema só teve música. Composta em 1947 pelo genial Sivuca, Severino Dias de Oliveira (1930-2006) – maestro, orquestrador, instrumentista, mago da guitarra e da sanfona. Reza a lenda que a melodia funcionou na perfeição para todo o tipo de serenatas do namoradeiro compositor, que em 1976 decidiu remetê-la a Chico Buarque. Era tempo de encontrar uma letra adequada – e quem melhor do que o criador de A Banda, Pedro Pedreiro e Construção para lhe colar uns versos?

Chico, hoje com 72 anos, fez mais que isso: criou uma das mais belas trovas de sempre da chamada música popular brasileira. Escrita como se fosse um diálogo entre duas crianças que não queriam tornar-se adultas, remetendo-nos para o imaginário dos irmãos Grimm.

O cantor explica assim como lhe surgiu a inspiração: «Ele [Sivuca] mandou uma fita com uma música que ele compôs em 1947, por aí. Eu falei: “Mas isso foi quando eu nasci.” A música tinha a minha idade. Quando eu fui fazer, a letra me remeteu obrigatoriamente pra um tema infantil. A letra saiu com cara de música infantil porque, simplesmente, na fitinha ele dizia: “Fiz essa música em 47.” Aí pensei: “Mas eu era criança…” e me levou pra aquilo.»

E levou muito bem. “Forma e conteúdo perfeitos”, na definição certeira de Nara Leão. O dueto com Chico teve estreia num disco dela surgido em 1977: Os Meus Amigos São um Barato – faixa sete do LP, dois minutos e 23 segundos de fascinantes jogos de palavras acompanhados pelo próprio Sivuca (tocando sanfona e violão), João Donato (teclado), Luizão Maia (contrabaixo), J. T. Meirelles (flauta) e Paulinho Braga (bateria).

 

Meses depois, transposto do disco original para a banda sonora da telenovela de Gilberto Braga, cujo LP vendeu quase um milhão de cópias, João e Maria passou a ser cantado no Brasil inteiro. E não tardou a cruzar o Atlântico, desembarcando em Portugal. Onde se tornou numa espécie de hino de uma geração incuravelmente romântica – aquela a que pertenço.

Geração hoje de adultos que jamais esquecem os seus dias de meninos prontos a enfrentar batalhões imaginários para impressionar princesas lindas de se admirar. Os anos voam mas o disco mantém-se a rodopiar ao ritmo da valsa lenta, clarão solar teimando em iluminar a noite que não tem mais fim.

 

«Agora eu era o herói / E o meu cavalo só falava inglês / A noiva do cowboy / Era você além das outras três. // Eu enfrentava os batalhões / Os alemães e seus canhões / Guardava o meu bodoque / E ensaiava um rock para as matinês. // Agora eu era o rei / Era o bedel e era também juiz / E pela minha lei / A gente era obrigado a ser feliz. // E você era a princesa / Que eu fiz coroar / E era tão linda de se admirar / Que andava nua pelo meu país.»

 

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 23.03.17

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Políticos.pt, de José Magalhães

Guia prático das remunerações de altos cargos da República

(edição Alêtheia, 2017)

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RH Music Box (417)

por Rui Herbon, em 23.03.17

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Autor: Boris Gardiner

 

Álbum: Every Nigger Is A Star (1973)

 

Em escuta: Every Nigger Is A Star

 

 

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Já li o livro e vi o filme (177)

por Pedro Correia, em 22.03.17

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O PADRINHO (1969)

Autor: Mario Puzo

Realizador: Francis Ford Coppola (1972)

O filme deu sopro de épico ao mundo do crime: voou tão alto que superou o livro. Mas a copiosa obra de Puzo (700 páginas) é também uma referência no seu género. "É impossível parar de a ler", na definição certeira do New York Times.

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Convidado: LUÍS ROBALO

por Pedro Correia, em 22.03.17

 

Copos e gajas, de preferência boas

 

De manhã se começa o dia, dizia a minha querida avó, mulher avisada, que vestia de preto, tinha um buço pronunciado e gostava da pinga às escondidas.

Como quem sai aos seus, aos seus sai, já enfiei dois medronhos, para dar energia a enfrentar o dia que dá trabalho, e até chegar ao fim, é uma peregrinação quase religiosa ao botequim do chico. Pelo menos tenho fé em ir lá, é uma espécie de purificação do meu interior.

Agora só bebo sininhos, estou em dieta alcoólica, só pequenas quantidades (de cada vez claro). Não se pode dizer que saia caro. Cada sininho são 30 cêntimos. Um copo de três, cinquenta cêntimos. Apesar de alguém desavisado poder estar em desacordo (está longe, não vê, está mal informado), sou uma pessoa poupada: só bebo um de cada vez.

Se descontar de todos os que bebo, as ofertas, os brindes às efemérides de cada parceiro que frequenta o botequim, e os que o Chico se esquece de cobrar, gasto realmente muito pouco. Sou portanto no Sul, um dos homens mais poupados (mas há quem esteja ainda mais abaixo. O Sul não acaba aqui).

 

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Nunca fui de esbanjar dinheiro, na verdade nunca o tive. Comecei a trabalhar bem cedo na terra, sem tempo para estudos nem letras. Depois alguém disse que era melhor deixar de trabalhar a terra. Não valia a pena, pagavam para ficarmos em casa. Só a partir daí é que comecei a ter algum dinheiro para gastar.

Como nunca pude aturar um ajuntamento de mulheres - só para o truca-truca, e mesmo assim apesar de eles acharem, está longe de ser todos os dias - e como é em casa que elas se juntam, para ocupar o tempo livre comecei a frequentar a tasca do chico. Entretinha-me a jogar as cartas, ao dominó e a ver os bonecos do “Correio da Manhã”, posto que não sei ler convenientemente: o pouco que leio, não entendo.

Ora para uma pessoa se entreter tem que consumir, o chico não alimenta a família com ar, é do negócio da venda de bebidas espirituosas, torresmos e sandes de bifanas em vinha-d’alhos.

Não sei o que aconteceu, mas ultimamente só se ouve falar de nós, do medronho, do tinto e das gajas. Isto é uma aldeia pacata. O medronho e o tinto para nós é água e não chamamos gajas às mulheres, chamamos mulheres, e apesar de falarem até à exaustão, gostamos delas não as tratamos como gajas.

 

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De repente vieram para aí jornalistas e televisões, a fazerem perguntas, e sinceramente não entendo o alarido. Nós matamos a sede com prazer e gostamos à nossa maneira das mulheres, não andamos a roubar, a mentir, nem a beber bebidas finas com borbulhas nos salões onde eles vão todos aperaltados apalpar as mulheres dos outros quando vão à casa de banho retocar os beiços, e depois fazem negócios com eles, como se fossem amigos do peito.

Um dia destes ainda fecham a porta do Chico e aí quero ver como vamos matar as horas do dia: só se for sentados à beira da estrada, a ver ninguém passar, que aqui não vem ninguém. Para quê, se isto é um amontoado de velhos e mulheres com bigode?

 

Luís Robalo

(blogue REDONDO VOCÁBULO)

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 22.03.17

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 A Ira de Deus Sobre a Europa, de J. Rentes de Carvalho

Memórias

(edição Quetzal, 2016)

"Por decisão do Autor, este livro mantém a grafia anterior ao Acordo Ortográfico"

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Só se estragava uma casa

por Diogo Noivo, em 22.03.17

O Ministro que comparou a concertação social a uma "feira de gado" considera infeliz que o presidente do Eurogrupo tenha caracterizado os países do sul como gastadores em "mulheres e álcool". Nascemos para sofrer.

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RH Music Box (416)

por Rui Herbon, em 22.03.17

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Autor: Temptations

 

Álbum: Puzzle People (1969)

 

Em escuta: Message From A Black Man

 

 

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Música recente (80)

por José António Abreu, em 21.03.17

Jay Som, álbum Everybody Works.

Há quem lhe chame bedroom pop, mas o primeiro álbum verdadeiro da californiana Melina Duterte (Turn Into, de 2016, era constituído por demos, embora bastante polidas) vai muito para além de rótulos fáceis. E, de qualquer modo, o quarto é frequentemente o local onde as pessoas meditam acerca da vida. Em especial durante a juventude.

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Lisboa: a derrota anunciada

por Pedro Correia, em 21.03.17

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Pensei que o PSD iria apresentar uma candidatura autárquica em Lisboa que pudesse derrotar o actual presidente da câmara, Fernando Medina. Enganei-me. Afinal o PSD decidiu apresentar uma candidatura destinada a derrotar não o autarca socialista mas a candidata do CDS, Assunção Cristas, que se encontra  há seis meses em campanha.

Promete ser uma refrega muito renhida neste campeonato das equipas pequenas em que aposta a direcção nacional do PSD. No campeonato a sério, Medina – que já seria um oponente difícil – adquire assim o estatuto de imbatível apesar de ter optado por um modelo de gestão em Lisboa que privilegia quem nos visita em desfavor de quem aqui vive ou trabalha.

Sempre considerei que o actual presidente da câmara merecia ser desafiado por um adversário com sérias hipóteses de o derrotar nas urnas. Um adversário que o questionasse sobre o trânsito caótico, as obras intermináveis, os transportes entupidos, as derrocadas de prédios degradados, o parque habitacional caríssimo e cada vez mais inacessível para os lisboetas, a quantidade infindável de taxas e taxinhas.

O PSD, no entanto, abdicou de lhe dar luta. Preferiu escolher como oponente  a líder do CDS, medindo forças na ala direita do tabuleiro político em vez de se concentrar nos problemas de Lisboa. Torna-se assim num aliado objectivo dos socialistas na capital – o que aliás está longe de suceder pela primeira vez.

 

Se quisessem entrar a sério no confronto autárquico, os sociais-democratas não teriam escolhido para encabeçar a sua lista de 2017 a dirigente que já integrou a lista de 2013, na segunda posição, saldando-se essa participação no maior fracasso de sempre do partido laranja na capital.

Se quisessem entrar a sério no confronto autárquico, os sociais-democratas não teriam optado por alguém que surge como enésima escolha após terem sido sucessivamente anunciados e desmentidos na praça pública, durante meses a fio, nomes tão diversos como os de Pedro Santana Lopes, Jorge Moreira da Silva, Nuno Morais Sarmento, José Eduardo Martins, José Eduardo Moniz, Paulo Rangel, Maria Luís Albuquerque, Carlos Barbosa, José Miguel Júdice, Pedro Reis, Sofia Galvão e Teresa Morais.

Se quisessem entrar a sério no confronto autárquico, os sociais-democratas teriam optado por alguém disponível para se entregar em regime de dedicação exclusiva à função autárquica em vez de se distribuir pela vice-presidência do partido, a bancada parlamentar e a presidência da Comissão de Finanças, Orçamento e Modernização Administrativa em São Bento.

Se quisessem entrar a sério no confronto autárquico, os sociais-democratas não teriam optado por anunciar para o topo da sua lista em Lisboa alguém que, enquanto membro da vereação nestes quatro anos, faltou a dois terços das reuniões do executivo municipal.

 

Há derrotas políticas honrosas – as que ocorrem após um combate duro mas leal. Das outras não reza a história – aquelas que acontecem quando se baixa os braços e se abdica de ir à luta, trocando-se o campeonato principal pela divisão secundária. Como acaba de suceder com o PSD a seis meses da ida às urnas.

O PS só poderá sentir-se grato perante tanta gentileza. Espero que Medina já tenha remetido à sede da São Caetano à Lapa um cartãozinho a agradecer.

 

Leitura complementar: O cerco.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 21.03.17

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 Superprevisões, de Philip E. Tetlock e Dan Gardner

Tradução de José Santana Pereira

Ensaio

(edição Gradiva, 2016)

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Frases do debate presidencial

por Pedro Correia, em 21.03.17

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Filllon, Macron, Mélenchon, Le Pen e Hamon ontem na TF1 (foto Le Figaro)

 

Aqui ficam as principais frases do primeiro debate televisivo entre cinco dos onze candidatos presidenciais em França, ocorrido ontem à mesma hora em que os canais "noticiosos" portugueses, totalmente alheados do assunto, preenchiam tempo de antena com intermináveis blablablás sobre futebol:

 

Benoît Hamon: «Quero pôr fim à democracia intermitente, por uma Europa que esteja libertada do dogma da austeridade.»

«Defendo um novo pilar da protecção social, com o rendimento básico universal.»

«Serei um Presidente justo, que porá fim às políticas feitas pelos mesmos de sempre.»

«Serei independente de todos os lóbis.»

 

Emmanuel Macron: «Pretendo proteger o povo francês sem o dividir.»

«Sou capaz de trazer de novo a esperança.»

«Defendo um projecto de alternância profunda, com novos rostos e novos hábitos.»

«Sou favorável à lei de 1905, pela separação da Igreja e do Estado.»

 

François Fillon: «Um francês que vá para a Síria fazer guerra contra nós deve ser privado da nacionalidade francesa.»

«A escalada do fundamentalismo ameaça a sociedade e a própria religião muçulmana.»

«Comigo a França será daqui a dez anos a primeira potência europeia.»

«A nossa saída da zona euro, como defende Marine Le Pen, mergulharia o país no caos económico.»

 

Jean-Luc Mélenchon: «Quero devolver a França aos franceses, libertando-os da monarquia presidencial.»

«Serei o último Presidente da V República. Quero alterar todas as regras.»

«É preciso castigar os corruptos, mas também os corruptores.»

«Comigo sairemos da NATO.»

 

Marine Le Pen: «Temos de declarar guerra total ao fundamentalismo islâmico.»

«Quero ser a Presidente francesa, não quero ser vice-chanceler da senhora Merkel.»

«A segurança é fundamental. Sem paz nas escolas nenhuma aprendizagem é possível.»

«Comigo todas as decisões serão tomadas de acordo com a vontade do povo francês.»

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RH Music Box (415)

por Rui Herbon, em 21.03.17

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Autor: Bruno Pernadas

 

Álbum: How Can We Be Joyful In A World Full Of Knowledge (2014)

 

Em escuta: Ahhhhh

 

 

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Leitura recomendada

por Pedro Correia, em 20.03.17

 

O comentador de “direita”: uma profissão de futuro. De Alberto Gonçalves, no Observador.

 

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Bem prega Frei Tomás!

por Luís Menezes Leitão, em 20.03.17

Leio aqui que Marques Mendes considera desastrosa a forma como Passos Coelho geriu a escolha do candidato a Lisboa e que, se as coisas correrem mal, a culpa é do líder. Não poderia estar mais de acordo. Só estranho é que seja Marques Mendes a dizê-lo. Na verdade, se bem me lembro, em 2007 a Câmara de Lisboa estava nas mãos do PSD e só passou para o PS porque Marques Mendes quis demitir Carmona Rodrigues e, quando este recusou, obrigou todos os vereadores do PSD a se demitirem, fazendo cair a Câmara. A seguir lembrou-se de candidatar Fernando Negrão que fez uma campanha desastrosa, só obtendo 15% dos votos, e entregando a Câmara de bandeja a António  Costa. Desde então que a Câmara de Lisboa está nas mãos do PS. 

 

Por tudo isto me parece claro que Marques Mendes é a última pessoa que pode falar de estratégias desastrosas para Lisboa. Mas este exemplo também serve para questionar os nossos jornalistas. Será que nestes espaços de comentário político não há nenhum jornalista que faça lembrar ao comentador o seu próprio currículo no assunto que comenta?

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Sede interminável

por Pedro Correia, em 20.03.17

- E para beber, o que deseja?

- Uma cola.

- Não temos. Só Pepsi. Pode ser?

- Pode. Pepsi também é cola.

- Como disse?

- Nada...

- E deseja a Pepsi fresca?

- Claro.

- Gelo e limão?

- Limão, não. Só gelo.

- Não deseja limão?

- Não. Só gelo.

- E quantas pedras?

- Duas ou três.

- Uma palhinha?

- Não é preciso. Detesto palhinhas.

- Como disse?

- Nada...

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Frases de 2017 (9)

por Pedro Correia, em 20.03.17

«Há muito mais hipóteses de chegarmos à Lua do que de haver petróleo no Algarve.»

Marcelo Rebelo de Sousa, 18 de Março, em Faro

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 20.03.17

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Ao Largo da Vida, de Rainer Maria Rilke

Tradução de Isabel Castro Silva

Novelas e esboços

(edição Ítaca, 2017)

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O ardina viajou

por Sérgio de Almeida Correia, em 20.03.17

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Eu estava hospedado no central Metrópole. Já nos conhecíamos, mas naquele dia quente e húmido de Junho de 1993, ele veio buscar-me ao hotel, para irmos jantar, no belíssimo Saab 900 turbo, azul escuro, com os estofos de cor creme, que me ficaria na retina e viria a ser o meu carro nos anos seguintes.

Tratava-se de acertar os termos da minha contratação, qual mini-estrela do universo da advocacia lisboeta, com experiência anterior da Administração de Macau, referências de boa vizinhança nos anos em que cá residira, quando era apanhado logo pela manhã à porta do elevador com a sua mulher a dizer-me que a música era boa. E eu envergonhadíssimo pelo volume de som que saía das sinfónicas ou das vozes, então de Brel, Ferré e Brassens, que tomava conta do patamar de acesso aos elevadores, ali na Rodrigo Rodrigues.

Sempre impecável na simpatia e na afabilidade do trato, acertámos o pouco que havia, verbalmente, como é timbre entre homens de bem, e passados dois meses eu desembarcava de novo em Macau para me atirar de corpo e alma ao escritório que nessa época ficava no edifício da Nam Kwong, na Almeida Ribeiro, onde éramos vizinhos do Grupo de Ligação Conjunto Luso-Chinês.

Macau dera o salto da pequena vilória colonial da era pré-Almeidista, com pretensões a cidade, para a metrópole consolidada do final do século XX que crescera fora do espaço que lhe estava destinado, espremida entre a zona de aterros do porto exterior, mais a dos novos aterros e os que haveriam de vir a sê-lo mais alguns anos volvidos.

Nesse tempo, a Assembleia Legislativa (AL) era uma máquina de produção legislativa, atenta, rigorosa e eficiente que causava problemas à inércia governativa, aos amanuenses da Praia Grande e gelava os paninhos quentes com que alguns queriam tratar dos assuntos que interessavam a Macau e aos seus cidadãos.

Aqui demandavam os melhores e mais pragmáticos homens do direito. Não havia tempo a perder, nem lugar para protagonismos. Era tempo de combate. Era preciso tomar conta das acções em curso, preparar novas petições, analisar contratos, acompanhar as questões do aeroporto e da AL, ler os pareceres, formular uma opinião sobre os caminhos a seguir. E depois começaram as escrituras e impunha-se tomar conta daquilo tudo.

Não me perdi. Com o apoio de uma querida amiga, com o beneplácito do Rui, fui tratando de desempenhar as minhas tarefas com a competência e o brio de quem, acabado de chegar depois de um interregno de três anos, vinha disposto ao trabalho no escritório do parceiro contratante para que ele se pudesse dedicar por inteiro às questões da transição.

Anos antes, depois de uma reunião no Palácio do Governo, onde também funcionava a AL, discutíramos as primeiras questões do bilinguismo e as perspectivas do Prof. Heuser (Heidelberg), e quando em Novembro de 1989 me predispusera a regressar à pátria, ele teve a gentileza de nos convidar – à saudosa Lurdes, ao meu amigo Pedro Horta e Costa e a mim –, para almoçarmos na Galera, em jeito de despedida.

Nesse primeiro interregno da minha vida macaense continuei a contactar com o Rui, com o Frederico e o com o Francisco, prestando alguns serviços avulsos para uma pequena sociedade que tinham em Portugal. Foi pouco no volume e no valor, muito na solidariedade e no apoio a quem queria ingressar, sozinho, no complicado mundo da advocacia lisboeta, respeitando escrupulosamente as regras deontológicas. Creio que nunca lhes agradeci devidamente o que então por mim fizeram.

O regresso em 1993 foi, pois, mais fácil. Todas as questões se resolviam com uma aparente facilidade graças às referências que o Rui possuía e ao extenso conhecimento que tinha de leis, regulamentos, fontes e tudo o mais que era necessário num dia-a-dia onde não nos podíamos dar ao luxo de perder demasiado tempo com rodriguinhos. Havia o trabalho na AL, os actos notariais, os tribunais, o acompanhamento da imprensa, os contratos do aeroporto, as tertúlias e os tempos de descanso, que nisso o Rui tratava os trabalhadores como príncipes. Ninguém se queixava, e ainda havia a sua eterna boa disposição.

O pior era lá fora, na selva, onde o tráfico de influências, as negociatas, o compadrio, o clientelismo, os generais, os coronéis, os seus avençados e as seitas campeavam. Sabendo que o mundo não iria terminar no dia seguinte, e que a 1999 se seguiria 2000, a tudo isso o Rui resistiu. Com a maior das facilidades e sorrindo com desdém aos merceeiros que se deixavam vender por pataca e meia e uma quota num terreno. Depois, quando foi necessário assegurar informação credível e transparente lá surgiu o Futuro de Macau. Cumpriu a sua missão com seriedade. Outra coisa não seria de esperar.

Preocupado como estava com esse mesmo futuro, o Rui não se poupou a esforços. Eram leis e relatórios, múltiplas reuniões, mais o Conselho Superior de Justiça e até, por pouco tempo, a presença no Conselho Superior de Advocacia. Durou pouco a sua presença em tal órgão, de onde se demitiu. Fazer de corpo presente não era com ele. Hoje, alguns do que lamentam o seu trágico e prematuro fim foram os mesmos que ao melhor jeito estalinista eliminaram as suas referências na AAM. Como se ele não tivesse sido um dos primeiros, como se não tivesse, também ali, dado o seu melhor e não tivesse sido fundamental para que a AAM tivesse adquirido o estatuto que teve e, entretanto, tem vindo a perder. O Rui nunca ligou a essa desfeita que lhe fizeram. Eu protestei, sem sucesso, com os vários pastores que por lá passaram, mas estes nunca me deram resposta, e aquele rebanho seguiu pastando para onde o mandavam. Por isso, hoje, os tribunais estão como estão e o português assume cabisbaixo, não fora o esforço de alguns magistrados na sua preservação, o estatuto de língua morta perante a horda de ruminantes que dele tomou conta. Chorai, pois, que lenços não faltarão e sempre sobrarão as mangas das camisas quando aqueles forem levados pela corrente. O agravo não ficará com quem já partiu.

Como director dos SAFP deu o pontapé de saída para a reforma da administração, para dotar Macau de quadros capazes, competentes e bilingues. Foi acima de tudo um homem preocupado com os problemas da localização e autonomização jurídicas de Macau. Para o Rui, seria impensável deixar um sistema à mercê do que viesse de Cantão ou Fuquien, ou sujeito aos humores de um qualquer serventuário do poder ou do partido. Macau e as suas gentes, de qualquer origem ou etnia, e a dignidade de Portugal e dos portugueses que aqui vivem e trabalham deviam ser os únicos referentes, a marca indelével dos séculos e dos que aqui nos precederam entrando e saindo de cabeça erguida.

A revisão de 1990 do Estatuto Orgânico, a lei de imprensa, toda a legislação penal avulsa, dos animais às associações criminosas, a defesa intransigente dos direitos e garantias dos cidadãos de Macau, que se dúvidas houvesse ficou plasmada no relatório do financiamento da Fundação Oriente e, pouco depois, em 2000, quando nos estúdios da TDM sugeriu a devolução do dinheiro da Fundação Jorge Álvares à RAEM como única saída decente para o esbulho feito às gentes de Macau. Da pouca vergonha do Instituto Internacional de Macau e do caminho seguido pela Escola Portuguesa é escusado falar agora.

Também a Fundação D. Belchior Carneiro lhe deve hoje o belíssimo lar-residência de Oeiras, depois dele, do João Frazão e de eu próprio desbloquearmos o imbróglio do terreno que havia sido impingido aos irmãos da Santa Casa pelo belga, em leito de cheia e com o “aval”, como sempre, da Administração de Macau.

É bom recordar tudo isto agora que o último figurante da administração portuguesa, o reservista ao serviço da EDP, aqui desembarcou, iniciando nova romaria para rever a sua pandilha local a pretexto da Escola Portuguesa. Já se adivinha, de novo, o cheiro a barbecue.

Enfim, que hei-de eu dizer nesta hora triste em que vejo partir um amigo que me acompanhou ao longo de trinta anos, que me ajudou na vida e na carreira, que contribuiu com as suas ideias e achegas para o meu sucesso académico e que me abriu sempre as portas de sua casa como se fosse a minha.

O legado de um homem cujo sentido da honra e da dignidade estão acima dos circunstancialismos de conjuntura é sempre de difícil avaliação. Mas foram esses mesmos valores que o impediram de dobrar a cerviz a troco de medalhas, de tostões ou de milhões, como fez quando recusou ser advogado em regime de avença dos interesses do jogo. O Rui não estava para aturar tipos que acham que os milhões que ganham lhes dão o direito de pedir favores e de telefonar às 3 ou 4 da manhã de um spa em Las Vegas para insultarem o advogado que não lhes reconheceu as assinaturas nuns contratos manhosos num inglês mal redigido e destinados a uma terra onde se fala em português e chinês. Negociatas de bordel, golpadas e moscambilhas nunca foi com ele. A gente anda na rua e fala com as pessoas.

Quando se demitiu da AL, em ruptura com o soba colonial, estava preocupado com as questões da segurança, embora soubesse que Portugal se afundava em negociatas de sanitas, aquisições de quadros com dinheiros públicos por troca com facturas de livros e restauros de peças antigas que nunca regressaram, mas fê-lo com a lealdade de sempre. O Rui dispensava o comprometimento do seu nome e a reputação do escritório nos cambalachos de fim de ciclo do império. Por isso a CNN ou a imprensa estrangeira que vinha a Macau queria conversar com ele.

Da falta de alinhamento com as negociatas nos ressentimos todos lá no escritório, quando o trabalho escasseou à laia de represália. E também aí, nessa altura, não lhe foi ouvido um ai. Um senhor. Como também não foi ouvido quando numa auto-estrada, depois de um acidente, foi em auxílio dos outros, suportando a explosão de um outro carro em chamas para ver as mãos e a cara queimarem-se-lhe, sofrendo depois enxertos vários em Coimbra, para poder salvar uma mulher inconsciente que estava dentro de um veículo acidentado. Antes dos bombeiros chegarem. Ou agora, como ainda há dias o vi, lutando estoicamente, lutando como só um herói sabe fazer, mantendo sempre a compostura, a dignidade e o sorriso apesar de ver ali o seu próprio corpo ser corroído pela dor e a ingrata antecipação do fim a chegar.

O Rui nunca foi de fazer fretes porque era um homem sério e honesto como poucos. Porque teve a consciência em todo o seu percurso da necessidade de se preservarem princípios e valores, porque sabia que estes, ao longo da vida, não necessitam de segurança pessoal, e dispensam a pertença a igrejas, a seitas, a partidos ou a associações discretas. Em rigor, o Rui comportava-se sempre como o verdadeiro anarquista que nunca foi mas que no íntimo lhe espreitava.

Devo-lhe a amizade, a camaradagem, a confiança sem limite no meu trabalho, o estímulo e a palavra amiga na hora certa. E também o trabalho diário de ardina digital junto dos seus amigos, trabalho a que nem a doença retirava o humor após meses de sofrimento. Na primeira aberta, mesmo depois de doente e entre tratamentos, lá chegava o e-mail com o anexo e uma única frase: “o ardina está de volta”. Até ao fim, o Rui teve sentido de humor. O Rui foi um dos poucos duros que conheci em toda a vida, que sorria e inspirava qualquer que fosse o combate e o estado das tropas. Até a um céptico como eu.

Três décadas de convívio depois, vendo-o partir assim, desta forma apressada, inacabada, sem jeito, com tantos livros para lermos e discutirmos (o último que aqui tenho é “O que resta da esquerda?”, do Nick Cohen), tantos filmes para comentarmos (irei ver “O Silêncio” logo que possa), sem tempo para ele poder assistir à discussão do trabalho que me consumiu, envelheceu e roubou horas ao nosso convívio dos últimos anos, torna-se mais imperioso do que nunca assegurar-lhe que iremos todos continuar a discutir os milhões que vão para a Universidade de Jinan, os que à custa do desinvestimento na saúde pública de Macau contribuem para dinamizar a incompetência grosseira, encher os bolsos de clínicas e hospitais privados de onde um dia começarão a nascer os cogumelos dos novos casinos. Esses e todos os outros.

Enquanto os grilos locais tecem loas em seu nome e agitam a casaca negra entre missas, nós continuaremos a resistir. E a olhar por esse imenso legado. Na língua em que nos deixarem. Sem receio de perdermos alguns amendoins.

Porque no fim, o que verdadeiramente importa, como sempre nos importou, são os nossos. Os nossos valores, os nossos princípios, a nossa gente, que são aqueles com quem nos cruzamos no dia-a-dia, os que nos vêm bater à porta com um pedido de ajuda, os injustiçados desta vida, os que todas as manhãs nos dizem bom dia olhando-nos nos olhos.

Até ao fim, sans Dieu ni maitre, como cantou o Ferré, cá estaremos, Rui. Honrando a memória e o legado. Com os que estiverem connosco às sextas-feiras. E nos outros dias. À alvorada, se necessário. Continuando a percorrer os trilhos e as veredas incertas da vida com o mesmo à-vontade. Como homens livres que sempre fomos. Até ao fim. Resistindo sem quebrar. Como o bambu. Como tu fizeste, como só tu soubeste ser. O melhor dos ardinas. Até ao fim, sorrindo, sorrindo sempre.

Macau, 19 de Março de 2017

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 (também no HojeMacau)

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RH Music Box (414)

por Rui Herbon, em 20.03.17

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Autor: Carlos Dafé

 

Álbum: Pra Que Vou Recordar (1977)

 

Em escuta: O Metrô

 

 

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Leituras

por Pedro Correia, em 19.03.17

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«As sociedades que não conseguiram adaptar-se aos desafios que enfrentam acabaram por se desmoronar. O planeta está repleto de monumentos a sistemas políticos que desapareceram deixando apenas para trás as suas relíquias. O Parténon em Atenas é um testamento à glória passada da antiga democracia ateniense, que floresceu durante duzentos anos e depois morreu às mãos de Filipe da Macedónia e do seu filho Alexandre, o Grande.»

David RuncimanPolítica (2014), p. 180

Ed. Objectiva, Lisboa, 2016. Tradução de Paulo Ramos

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Fotografias tiradas por aí (347)

por José António Abreu, em 19.03.17

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Porto / Vila Nova de Gaia, 2017.

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Blogue da semana

por Marta Spínola, em 19.03.17

Por hoje ser Dia do Pai, deixo como sugestão O Melhor Pai do Mundo, e aproveito para desejar um bom dia aos pais autores e leitores do Delito de Opinião.

 

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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 19.03.17

«Se o nome de Sá Carneiro em Pedras Rubras é de um péssimo gosto, tal como o de João Paulo II para o o aeroporto de Ponta Delgada não é muito melhor, brada aos céus ignorar-se Gago Coutinho e Sacadura Cabral para esta nova aventura aeroportuária...
Se bem que nunca entendi a razão por que o nome de Sacadura foi usado para uma discreta avenida/rua ali ao Campo Pequena, "abandonando" Gago Coutinho na larga avenida que parte do Areeiro.
Abraço amigo, aqui do aeroporto da Portela (tão tarde baptizaram isto com nome de Humberto Delgado, se bem que a acção deste fosse merecedora do gesto, pelo que fez em prol da aviação civil).»

 

Do nosso leitor Fernando Antolin. A propósito deste meu texto.

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Sugestão: um livro por dia

por Pedro Correia, em 19.03.17

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Melancolia e Arquitectura em Aldo Rossi, de Diogo Seixas Lopes

Tradução de Jorge Colaço

Ensaio

(edição Orfeu Negro, 2016)

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